Qual é o seu conceito sobre emprego?

POR: YURI KLÉBER PINTO, CONSULTOR E AUDITOR

Yuri Kléber Pinto – Consultor | Auditor © Viva Portal

Este artigo objectiva chamar a atenção sobre a necessidade dos jovens tal como eu visionar novas formas de se sustentarem sem que necessariamente dependam de um destes tradicionais Empregos.

A cultura enraizou-nos a um conceito errado sobre a padronização de Emprego, e nos tornou escravo desta triste ideologia.

Este artigo visa especialmente para todos os jovens com muita força de vontade que incessantemente procuram por uma vaga de emprego numa destas tradicionais empresas.

Dados do último estudo estatístico em Angola (Censo 2014), revelou que a idade média da população é de 20.6 anos, Apenas 13.0% da população com 18-24 anos completou o II ciclo do ensino secundário e 2.5% da população com 24 ou mais anos possui formação superior mas, o que mais me chamou a atenção foi saber que o mercado de trabalho concentra cerca de 40.0 % da população com 15 ou mais anos.

De lá para cá, ou seja, de 2014 a 2018 (data actual), não tivemos mais dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mas, a verdade é que neste período tivemos milhares de jovens terminando seus cursos básicos, médios e superiores; no mesmo período assistimos um considerável número de empresas reduzirem o quadro efectivo do seu pessoal e até mesmo irem a falência; neste mesmo período assistimos a paragem de ingresso a função pública, (por sinal o maior empregador), ou seja; de lá para cá o número de desemprego em angola ascendeu consideravelmente.

Embora seja oficioso, estima-se que neste momento a maior parte dos jovens angolanos encontram-se na condição de desempregados, ou seja, precisando de um destes convencionais Empregos. A pergunta que se impõe é: Afinal, O que é um Emprego? E o que os jovens realmente necessitam para conseguirem o tão almejado Emprego?

O que diríamos se alguém nos dissesse que estamos “em- pre-go” ou “em- pre-ga-do”?

Sabe-se que o prego é um fixador metálico de objectos em uma base através de uma pressão exercida num dos seus extremos gerando uma condenação a si e ao objecto por ele perfurado a pressão. Logo, ambos ficam estagnados e presos até que os agentes atmosféricos ditem a sentença devida terminando com a vida útil de ambos. A oxidação acelerada pelo oxigénio determina a velocidade do sucumbir.

Não sabemos em bom rigor, que relação esta representação terá com a cultura judaica no que diz respeito ao “em-pre-go”. Sabe-se que Israel é um dos maiores centros de empreendedorismo do mundo. Talvez perdendo apenas com os estados unidos “silicon valley”.

Algum dos motivos:

1.- O estado não é o maior empregador

2.- existe um serviço militar obrigatório efectivo, para homens e mulheres

3.- Mais de 50% dos jovens depois deste dever patriótico, apostam no empreendedorismo como base da geração da sua renda.

Como se pode apreender, o serviço militar obrigatório (SMO), cria várias competências para os desafios futuros. Inclusive, a oportunidade de não estar “em-pre-ga-do” no caso estar solto, livre, de um “pre- go” é o sonho de todo recém militar ou cidadão formado.

Milhares de jovens fogem o “em-pre-go” público em detrimento do empreendedorismo colectivo ou individual. Logo, não se faz esperar o progresso destes jovens, cujo paradigma de sucesso não está ligado a uma licenciatura e uma vaga no estado. O “em-pre-go” para todo jovem Israelita é deveras uma condenação. (cultura e conceito deles).

É frequente brincarem entre eles questionando-se: se te em-pre-ga-res, quem te vai tirar do prego? R: só a morte.

Portanto, a visão que apresenta o artigo nesta reflexão deve ser partilhado com a vasta maioria das crianças, jovens e adultos, para que o “em-pre-ga-me-nto” não roube os sonhos de muitos.

Os romanos usavam o prego para condenar os criminosos, afixando-os em estacas de torturas. A preocupação não reside na necessidade de arrumar uma fonte de rendimento, mas sim, na forma de o garantir de maneira sustentável alinhado aos seus sonhos e realizações.

Antes “em pregos” do que dormindo sem o que fazer… Melhor e sem pregos gerando renda para o seu progresso e realização em busca da independência financeira.

Todos nós por norma, carregamos um dom sobre alguma coisa que quando bem explorada pode nos gerar sustento, e se aplicada aos bons e mais modernos métodos exploratórios podem até gerar riqueza.

Bem, eu não sei ao certo qual é o seu, mas, tenho uma dica para lhe dar, se receberes elogios de até 5 pessoas sobre alguma habilidade que esteja atento, aquilo pode ser o seu próximo Emprego, se bem explorado.

Se viajarmos juntos para o passado poderemos encontrar um conjunto de actividades tidas por “hobbes”, e que na altura não eram sequer consideradas ocupações e que hoje são das mais gratificante e remuneradas profissões como é o caso da música, representação, desporto, pintura etc…

Actualmente também podemos elencar um conjunto de actividades que hoje são consideradas profissões mas que em alguns anos atrás jamais imaginaríamos que fossem merecer tal reconhecimento como por exemplo ser Disco Joker (DJ), Modelo, Dançarino(o) etc…

Já imaginou que o seu dom possa vir a se transformar em atracção nos próximos tempos?

Pelo simples facto de estarmos atentos as inovações e tecnologias de informações trago boas notícias para si, todas elas ligadas ao futuro, isso mesmo, “AO SEU FUTURO”…

Um estudo recente da Dell revelou que 85% das profissões de 2045 sequer foram inventadas.

Isso significa que mais da metade da população mundial estará desempregada nos próximos 30 anos, se não se reinventar.

Chegamos a “4ª Revolução Industrial” a da inteligência artificial, dos novos materiais, da genética moderna, da nanotecnologia, da robótica, da impressão em 3 D, das novas tecnologias de automação, da computação em nuvem (Cloud), dos “big data”, da Internet das coisas (IoT) e das novas fontes de energia. Quem não acompanhar vai ficar pra trás…

Precisamos nos reinventar, e isso deve passar pela linha de pensamento, na definição de emprego que cada um dos jovens acarreta consigo. Como disse:

“Emprego é qualquer forma de trabalho honesto que gera remuneração”.

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