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José Guerreiro © Gazeta Uigense

POR: VIVA PORTAL 

“Sinto-me traído com a toupeira que existe numa dessas estruturas de extrema importância para o administração e para para TPA”, José Guerreiro. 

O Presidente do Conselho de Administração da Televisão Pública de Angola (TPA), José Guerreiro mostra-se indignado com algumas informações postas a circular, segundo a qual terá efectuado contratos “milionários” com algumas figuras públicas. 

Numa mensagem na rede social “whatssap” lamentou que “foram postas a circular na net contratos elaborados depois de ter ouvido o administrador de Conteúdos e os directores dos canais que se destinam, estabelecidos com figuras públicas, que fomos buscar à concorrência no sentido de garantir prestígio e audiência, pelo que merecem sim condições especiais”.

José Guerreiro realçou que pode estar enganado, mas adianta que a cobarde e a inadmissível fuga de informação, só pode ter vindo de três fontes, nomeadamente do seu gabinete, a DRHSA e gabinete jurídico.

Segundo apurou o Viva Portal o gestor máximo da TPA, pediu que os três directores das referidas estruturas, numa primeira fase verifiquem o que terá passado no sentido de se chegar a uma conclusão. 

“Sinto-me traído com a toupeira que existe numa dessas estruturas de extrema importância para a administração e para a TPA”, lamentou José Guerreiro. 

Prossegue, “mas não vou, não vamos desistir. As nossas medidas, inclusive estas, defendem os interesses superiores da TPA, que lhe compete ter profissionais de reconhecido prestígio, nos vários públicos que promovam visibilidade e audiência, e que devem sim ser bem pagos”.

Esclareceu mais adiante que, não se deixará abater e inclusive o seu Conselho de Administração por rasteiras dos cobardes, anónimos e pseudossindicalistas ou outros medrosos, preguiçosos e incompetentes, “que continuam a minar o nosso caminho”.

“Por favor analisem e dêm opiniões. As três estruturas, uma delas ou mais que foquei, devem sentir-se abrangidas pela falta de profissionalismo”, finalizou. 

Por seu turno, o administrador Executivo para a Área de Conteúdos, Francisco José Mendes diz partilhar das preocupações do PCA, sublinhando que os salários divulgados não correspondem à verdade.

Considera que o mais importante em tudo “é que não podemos perder o foco, nem desviar o caminho traçado”. Francisco Mendes realça ser importante averiguar com a seriedade a fuga de informação postas a circular.   

Contratos milionários 

Informações postas a circular e que o Viva Portal teve acesso, a nova administração da TPA, assinou recentemente os contratos com os ex-apresentadores da “Semba Comunicação”, assinaram um contrato com um ordenado acima dos 500 mil Kwanzas. 

Por exemplo, o talentoso apresentador Benvindo Magalhães que irá regressar às telas agora no canal 1 da TPA, vai passar a ganhar 700 mil Kwanzas. Já a carismática apresentadora Lukénia Gomes, proposta para apresentar o Ecos & Factos ou o Jornal das 22 horas, passará a ganhar 500 mil Kwanzas.

Dentre estes nomes surgem outros como Telma Monteiro, Dalila Prata, entre outros. O Ordenado mais baixo dentre eles é o da apresentadora Edivânia do Carmo, antiga companheira do apresentador Benvindo Magalhães na era do programa TCHILAR do canal 2. A apresentadora assinou o contrato auferindo 350 mil kzs.

Em reacção alguns funcionários asseguram que a nova direcção da TPA está a cometer os mesmo erros que a administração passada. “É injusto, é desumano, com todas as pessoas que lá  trabalham há mais de 30 anos na Televisão e estão a ganhar até hoje 40,50,60, 70 a 80 mil Kwanzas”, lamentam.  

“É triste uma mãe ou um pai de família dar vida pela TPA e não ser valorizado como se deve, a ir para a reforma com um salário de 50 mil Kzs. Senhores administradores vocês são pais, filhos, irmãos, tios. Não é justo. Mais uma vez,  não estão a honrar com o Slogan ‘SOMOS TODOS NÓS ‘ porque neste momento ‘ SÃO SÓ ELES”, apelam.

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