FONTENovo Jornal
Os semáforos em Luanda encontram-se apagados há mais de um ano, por conta de uma dívida de 13 milhões de dó[email protected]

A paralisação dos semáforos arrasta-se há mais de um ano, facto que, de acordo com fontes deste semanário, tem contribuído para o crescente índice de acidentes nas estradas da capital.

Os semáforos em Luanda encontram-se apagados  há mais de um ano, por conta de uma dívida de 13 milhões de dólares  que o Ministério do Interior tem para com a Vlatacom , empresa que gere os aparelhos electrónicos reguladores de trânsito da capital do país. Soube  o novo jornal de fontes ligadas ao processo.

A gestão dos semáforos esteve até 2010 sobre a responsabilidade do extinto Gabinete de Intervenção para a Província de Luanda,  por via da empresa Vlatacom.

Com a  extinção do referido gabinete, a gestão do Semáforo foi transferida para o Ministério do Interior em Novembro de 2012, numa decisão saída da Comissão Económica do Conselho de Ministros, segundo apurou este semanário.

O despacho formal da transferência da gestão dos semáforos foi emitido somente em 2017, através do despacho presidencial nº 13/17, de 20 de Fevereiro, determinou igualmente a transferência do contrato do governo provincial com a Vlatacom para o MININT.

No entanto, as fontes mostraram-se cépticas quanto ao volume da dívida do MININT Para com essa empresa,  salientado não ser possível que tal montante (13 milhões de dólares) tenha somente a ver com o projecto de Semaforização de Luanda.

“As dívidas não podem estar só  relacionadas com projecto de semaforização  da cidade de de Luanda. É muito dinheiro para se pagar uma dívida cujo processo teve início em 2013 acreditamos que foram realizados outros trabalhos que estarão também relacionados com o actual sistema de videovigilância para a  segurança das populações.

Caso seja somente dinheiro dos semáforos, o Ministério do Interior deve vir o público explicar a razão desta dívida, porque é  muito dinheiro em jogo”, observou uma das fontes.

A paralisação dos semáforos arrasta-se há mais de um ano, facto que, de acordo com interlocutores deste semanário, tem contribuído  para o crescente índice de acidentes nas estradas da capital, que carecem desses aparelhos reguladores de trânsito.

Dados da sinistralidade rodoviária aos quais o novo jornal teve acesso, estimam que, de um total de 809 acidentes registados em Luanda no primeiro semestre deste ano  23 ocorreram em Pontos cujos semáforos não funcionam. Os acidentes provocaram 295 mortos e 594 feridos.

Facebook Comments