FONTEExpansão
Angola quer cooperar com a China na área do combate à corrupção e impunidade @DR

Chineses impõem uma nova metodologia de apresentação de projectos, para continuar a financiar obras públicas. Querem mais informação e projectos que criem retorno à economia.

As negociações para uma nova linha de crédito chinesa para financiamento de projectos de infra-estruturas em Angola, que rondará os 11,7 mil milhões USD, foram adiada no início do mês porque a China está a exigir maior rigor e informação mais detalhada sobre os projectos a financiar.

De acordo com fontes diplomáticas chinesas, que não revelaram as razões, há cerca de um ano que as autoridades têm sido mais rigorosas na abordagem aos projectos a financiar em Angola.

Entre 3 e 4 de Setembro, decorreu naquele país asiático o Fórum de Cooperação China África, que contou com a presença de uma comitiva liderada pelo Presidente João Lourenço. Um dos objectivos era a assinaturas de acordos para uma nova linha de crédito chinês, mas as negociações acabaram por ser adiadas para o final deste mês, conforme anunciou o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

Como refere uma das fontes diplomáticas, antigamente quando Angola solicitava financiamento à China bastava entregar uma “folha pouco detalhada” (com o nome dos projectos e quanto seria necessário, por exemplo), mas hoje em dia é necessário avançar com informação mais rigorosa.

Fonte do Governo confirmou ao Expansão que se trata de uma postura nova de exigência por parte da China “na metodologia de elaboração dos projectos” que “coincide também com a postura do Governo” que, assim como o gigante asiático, pretende “projectos que ajudem a melhorar o ambiente de negócios e que acabam por fomentar a iniciativa do próprio sector privado”.

Angola pretendia fechar um financiamento de 11,7 mil milhões para projectos de infra-estruturas. Entre eles está a negociação dos termos para um empréstimo de 1,3 mil milhões USD destinado a pagar até 85% do valor do contrato para a concepção, construção e acabamento do novo aeroporto internacional que está a ser construído a 30 quilómetros de Luanda por várias empresas chinesas.  

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