FONTENovo Jornal
João Lourenço, Presidente da República de [email protected]

Numa altura em que se assista ao primeiro ano de Presidência de João Lourenço, personalidades de várias esferas sociais defendem ser necessário maior empenho na resolução de problemas.

Especialista de determinadas áreas do Saber fazem um balanço positivo do primeiro ano de João Lourenço como Presidente da República, pelo facto de ter imprimido uma nova dinâmica e uma forma de estar na política, como o principal veículo para melhoria da imagem e do prestígio da Nação, não estado no entanto, isento de críticas.

Em entrevista,  o politólogo Hélder kafala, considerou de positivo o primeiro ano de governação do PR, referindo que, do ponto de vista daquilo que são ideias, discursos e planos estão a ser cumpridos e satisfazem as expectativas das pessoas. Destaca entretanto que na prática, em um ano ainda se fez muito pouco.

” O desemprego, a falta de escolas e de habitação continuam a ser um problema para a sociedade”, disse o especialista Hélder Kafala.

Já na área jurídico-legal, o especialista salientou que são muitas leis aplicadas que ficam apenas na teoria e que há  uma franja na sociedade que se Interroga e se torna céptica quanto às suas aplicações.

“O combate à corrupção está muito dirigido para uma elite muito restrita, quando a corrupção deveria ser combatida em todas as franjas da sociedade porque há  pessoas de base que enriquecem e que estão aí à solta”, explicou.

Por outro  lado, o politólogo Olívio Kilumbo referiu que João Lourenço tem as mesmas pessoas na sua governação, embora o paradigma de trabalho seja diferente. Daí acreditar que vai haver resistências às mudanças, Já que as pessoas estão formatadas no seu ser e estar em política pelo MPLA.

“Ainda é o MPLA quem governa,  mas o modo de ser e estar na política do partido vai deter vai ter de mudar. Estas mudanças vão ditar a própria sobrevivência do MPLA”, proferiu.

João Lourenço está a procurar novos mercados.

O especialista em Direito Internacional João Frederico Baptista considera o desempenho do Presidente da República “esperançoso” para a estabilidade política, salientando que a  auto-promoção na linguagem das relações internacionais tem que ver com a promoção da imagem do país junto dos parceiros estrangeiros relativamente ao elemento económico que deve estar associado ao prestígio político.

” Foi aqui onde houve  alguma habilidade do governo anterior, e que João Lourenço está a tentar recuperar e fazer com que os objectivos da política externa a curto e médio prazos se orientem para as questões económicas”,  realçou o profissional em Direito Internacional.

“O que está a fazer”, disse, é procurar o acesso a novos mercados, fazer com que os agentes económicos consigam aceder a novos comércios e ao mesmo tempo permitir que haja, no sentido contrário, investimentos directos estrangeiros para Angola, assim como linhas de crédito que são oferecidas pelas organizações internacionais”,

“O presidente da república está a promover as reformas internas que estão a  acontecer como uma forma de atracção de investimento directo e também a aproveitar passar em revista o essencial da nossa relação económica com alguns parceiros”,  reforçou.

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