FONTEExpansão
Retirada das garantias por parte do Estado “engavetou” os projectos @DR

Ao todo ficaram na “gaveta” 113 projectos aprovados por financiar, correspondendo a um total de 30,3 mil milhões Kz. A retirada das garantias por parte do Estado “engavetou” os projectos pois a banca comercial suspendeu os financiamentos. Metas do programa iniciado em 2012 ficaram por cumprir.

O Programa Angola Investe (PAI), criado em 2012, financiou 402 projectos no valor de 90 mil milhões Kz, sendo que a indústria transformadora foi o sector que mais recebeu financiamento deste programa estatal cujo  fim foi anunciado sexta-feira, 14 de Setembro.

Ao longo de sete anos foram aprovados 515 projectos, avaliados em 120,3 mil milhões Kz, ficando na “gaveta” 113 projectos cujo o financiamento rondava 30,3 mil milhões Kz, de acordo com informações do Ministério da Economia e Planeamento a que o Expansão teve acesso.

Fontes da banca comercial adiantaram ao Expansão que a maior parte dos projectos ficaram “engavetados” a partir de 2014, altura em que o Estado retirou a linha de crédito bonificado e o Fundo de Garantia de Crédito (FGC), fazendo com que os bancos comerciais suspendesse a cedência de financiamento a estes projectos.

Em sete anos, o Estado disponibilizou, para apoio à concessão de créditos, um total de 55 mil milhões Kz para bonificar os juros, capitalizar os fundos de garantia e de capital de risco.

Quando foi concebido, um dos objectivos passava pela criação atè  2015 de 300 mil postos de trabalho directo, indirecto e induzidos. No entanto, a 30 de Junho de 2016, os projectos aprovados apenas previam a criação de 64.674 empregos, pouco mais de 20% da meta inicial. Também estava previsto até 2015 um financiamento à economia na ordem dos 150 mil milhões de Kz. Em 2016, os financiamentos aprovados eram de 87,8 mil milhões.

Apesar de os números não terem atingido as metas iniciais, empresários e economistas reconhecem ter sido um programa que serviu para relançar as iniciativas empresariais. Lamentam que a suspensão das garantias aos financiamentos tenha impedido o desenvolvimento deste programa estatal.

Os bancos públicos nomeadamente o Banco de Poupança e Crédito (BPC) e o Banco de Desenvolvimento de Angola (BAD), apenas conseguiram financiar o programa nos primeiros dois anos.  

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