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Augusto Tomás, ex ministro do [email protected]

A detenção ontem do ex-ministro dos Transportes, Augusto Tomás, envolve vários casos de nepotismo, peculato e corrupção em grande escala e, até, indícios de criminalidade organizada foram detectados em diversas em diversas empresas do sector dos transportes com destaque para o Conselho Nacional de Carregadores (CNC).

Segundo informações publicadas recentemente no Jornal de Angola apontam que a Inspecção-Geral do Estado está a empreender uma guerra sem quartel, para pôr fim às más práticas na administração do Estado.

Entre as instituições já inspeccionadas ainda as empresas Secil Marítima, Instituto Marítimo e Portuário de Angola, Caminho de Ferro de Luanda, Porto de Luanda, TCUL, TAAG, ENANA, Unicargas, Instituto de Transportes Rodoviários,  Instituto Hidrográfico de Sinalização Marítima de Angola e INAVIC.

O processo prossegue a instrução preparatória com carácter secreto, com vista a sua conclusão e posterior remessa ao tribunal competente.

Comportamentos graves

Ainda de acordo com o Jornal de Angola há confirmação a “existência de comportamentos graves dos agentes do Estado, em relação à gestão financeira, patrimonial e de recursos humanos, muitos dos quais redundam em crimes graves, como peculato e nepotismo”.

Como exemplo, é destacada a existência de dupla folha de salário ou ainda contratos para obras públicas pagas na totalidade ou em 50 por cento, sem que, contudo, tenham iniciado. Há ainda casos de despesas não cabimentadas ou realizadas em proveito próprio ou ainda situações de gestão da coisa pública como se de algo pessoal se tratasse, sem o cumprimento da legislação em vigor.

Liderada por um oficial saído do Ministério do Interior, com vasta experiência em investigação criminal e instrução processual, a Inspecção Geral do Estado tem como principais alvos todos os órgãos e instituições que utilizam dinheiros públicos. O objectivo é aferir a existência de actos que lesam o Estado.

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