FONTEJornal de Angola
João Lourenço completa hoje um ano de tomada de posse como Presidente da República de [email protected]

Há um ano, na Praça da República, em Luanda, João Lourenço terminava, assim, o discurso de posse: “quero garantir a cada angolana e a cada angolano que darei o melhor dos meus esforços para servir com humildade o Estado e o povo angolano”.

Diante de 40 mil pessoas, entre elas vários Chefes de Estado e de Governo convidados, as promessas do terceiro Presidente na História de Angola receberam aplausos. Mas também levantaram dúvidas. Era o mesmo partido na governação do país desde a Independência Nacional, em 1975.

As garantias do novo Presidente estavam longe, na visão do mundo, de apagar os mais de 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos, que recebeu o testemunho de Agostinho Neto.

O lema escolhido – “Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal” – parece inalcançável em cinco anos, principalmente, quando assume que o mandato vai ser “marcado pelo reforço da importância do cidadão, de modo que os seus anseios e expectativas constem permanentemente da agenda do Executivo”.

“Vamos reforçar a ligação e a colaboração institucional entre os três poderes do Estado, para que cada um deles cumpra o seu papel e a sua acção independente, contribuindo assim para o reforço do nosso jovem sistema democrático”.

Um bom começo

Num país marcado por uma profunda crise moral e de valores, João Lourenço assumiu o combate à corrupção e ao nepotismo como as suas principais bandeiras. As palavras do então presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, eram bem o reflexo do país.

“Os limites únicos do poder que lhe foram conferidos pelo povo são os que constam da Constituição da República, da Lei e do dever de servir a Nação. Não há outro, Sr. Presidente. A partir de hoje, abrem-se, aos seus pés e para os próximos cinco anos, uma via expressa para fazer o que prometeu aos angolanos”.

E pediu: “Corrija o que está mal, melhore o que está bem, combata a corrupção, fortaleça o Estado democrático e de direito, diversifique a economia e melhore a qualidade de vida dos angolanos”.

Rui Ferreira lembrou: “o momento e o contexto são difíceis e os desafios que tem são muitos. Conhecemos-lhe a determinação, a disciplina, a lealdade a valores, a fidelidade a princípios, a coragem e o valor que dá à palavra dada. Tem também o voto popular. Estamos confiantes e certos de que vencerá estes desafios e realizará o programa que prometeu aos angolanos”.    

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