FONTEJornal de Angola
Número de crianças com problemas do coração é elevado e grande parte precisa de intervenção cirú[email protected]

Não há dados exactos, mas em Angola, o número de crianças com problemas do coração é elevado e grande parte  precisa de intervenção cirúrgica, admitiu sábado em Luanda, o novo presidente da Sociedade Angolana de Doenças Cardiovasculares (SADCV).

Gade Miguel, eleito ontem durante o 4º Congresso Angolano de Cardiologia e Hipertensão. disse que no mundo, em cada mil crianças, dez nascem com problemas do coração.

O número de crianças que nasce com problemas do coração e  precisa de tratamento com base numa intervenção cirúrgica está a aumentar em Angola, revelou ontem, em Luanda, o novo presidente da Sociedade Angolana de Doenças Cardiovasculares (SADCV).

Gade Miguel, que assumiu o cargo durante o encerramento do 4º Congresso Angolano de Cardiologia e Hipertensão, considerou preocupante a situação, numa altura em que o país tem apenas quatro médicos cardiopediatras, espalhados em unidades clínicas públicas e privadas da capital.

O especialista disse que Angola não dispõe de estatísticas fiáveis,  mas sublinhou que, “no mundo, em cada mil crianças, pelo menos dez nascem com dificuldades no coração”.

O presidente da SADCV explicou que as doenças do coração podem ser congénitas, independente da condição social ou do meio em que a criança estiver inserida.

Durante o congresso, que se realizou nas instalações do Instituto Nacional da Administração, o médico disse que há uma tendência do aumento de menores com problemas cardíacos. Por isso, defendeu a prevenção, a partir de exames ao recém-nascido e da medição regular da pressão arterial das crianças, mesmo que não apresentem indícios de doença.

Gade Miguel defendeu também a melhoria do saneamento básico e a solução dos problemas sociais que afectam a saúde do indivíduo.

Lembrou que a hipertensão é um dos principais problemas de saúde pública. Por esta razão, defendeu a divulgação e sensibilização das comunidades, para a adopção de bons hábitos.

“É preciso que melhoremos os hábitos alimentares, se façam exercícios físicos regulares e evite o sedentarismo, tabagismo e o uso de outras drogas prejudiciais à saúde”, disse.

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