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Perspectivas dos empresários sobre a economia, no curto prazo, voltaram a piorar [email protected] Mercado

As perspectivas dos empresários sobre a economia, no curto prazo, voltaram a piorar ligeiramente, tendo caído um ponto fixando-se nos 15 pontos negativos no II trimestre, deste ano, contra os -14 registados no trimestre anterior. As expectativas estão em terreno negativo há 12 trimestres.

O pessimismo dos empresários e gestores voltou aumentar ligeiramente no II trimestre, deste ano, depois de cinco trimestres consecutivos a baixar, indica o inquérito de conjuntura Económica do Instituto Nacional de Estatística (INE), referente aos meses de Abril a Julho, publicado, esta semana, dois meses depois do prazo limite da sua publicação.

O Índice de Clima Económico (ICE), indicador que avalia as expectativas dos empresários sobre a evolução da economia no curto prazo, voltou a quedar-se nos 15 pontos negativos, um ponto abaixo dos -14 pontos registados no I trimestre deste ano.

O inquérito foi feito a 631 empresas e a conjuntura económica no II trimestre manteve-se favorável apenas em dois sectores, enquanto os outros cinco se mantiveram desfavoráveis.

Os empresários da construção continuam a ser os mais pessimistas e apontam a queda da carteira de encomendas, perspectivas de actividade e de emprego como estando na base do pessimismo. No sentido inverso, o sector dos transportes apresentou uma evolução positiva, embora permaneça abaixo da média. Há ainda a assinalar que os indicadores de confiança dos sectores da Indústria Transportadora e Extractiva mantiveram  a tendência decrescente em relação ao trimestre anterior.

Depois de ter fechado o I trimestre nos 17 pontos, o indicador de confiança da Indústria Transportadora voltou a cair 9 pontos para os 26 pontos entre Abril e Junho, mesmo assim, 11 pontos acima dos mínimos históricos de -37 registados no II trimestre de 2016.

O sector da comunicação apesar de ter caído 9 pontos, saído dos 26 positivos do I trimestre, do ano em curso, para 18, no período em análise, continua a ser o mais optimista.

O delegado da economia alemã em Angola, Ricardo Gerigk, em declarações ao expansão, diz que o aumento do pessimismo resulta também da falta de liquidez com as empresas que se deparam e de uma banca cada vez mais fechada, que não consegue crédito, o que, segundo o economista, dificulta a vida das empresas que recorrem à importação de matérias-primas para a transformação. Gerigk lembra ainda que esta situação agrava a actividade das empresas porque não conseguem pagar salários, nem mesmo fazer transferências para pagamentos aos seus fornecedores.

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