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Refinaria de Luanda paralisa para efeitos de manutenção @Angola 24

Do petróleo bruto, a refinaria de Luanda obtém apenas combustível, face ainda os objectivos da reestruturação, baixou a produção nafta.

As refinarias angolanas poderão incluir unidades petroquímicas no sistema operacional, no âmbito do processo de reestruturação das infra-estruturas em curso, garantiu o ministro dos Recursos Naturais e Petróleo, Diamantino de Azevedo, num encontro recente em Luanda, no qual foi analisado o estado actual do sector petrolífero no país.

Os respectivos dispositivos industriais permitirão a diversificação dos derivados do crude em Angola. Pois, “como se sabe, do petróleo não deriva só o combustível, também é importante para a indústria petroquímica”, afirmou Diamantino de Azevedo, em resposta a uma questão formulada por um engenheiro da Sonangol.

Apesar de ainda se desconhecer o parceiro (externo) com o qual o Ministério dos Recursos Naturais e dos Petróleos vai contar para instalar as unidades petroquímicas, dados apontam que a petrolífera italiana ENI será a responsável pela execução do projecto. Aliás, técnicos angolanos estiveram em Itália a convite da empresa em causa.

A multinacional italiana, fundada pelo governo da Itália em 1958, financiou a reestruturação da Refinaria de Luanda (Petrangol), num montante avaliado em USD 220 milhões. Espera-se que a infra-estrutura aumente a capacidade instalada.

Face ao investimento do consórcio italiano, a Refinaria da Petrangol como indicam dados oficiais concedidos pelo PCA da Sonangol, terá uma capacidade de produção de 1.200 toneladas de métricas por dia, contra as 280 produzidas antes da reestruturação.

As 280 toneladas métricas produzidas diariamente cobriam apenas 5,6% das necessidades do mercado, quando são necessárias perto de 5 mil toneladas por dia.

A indústria petroquímica

Certamente, esclarece o engenheiro José Gaspar, do Petróleo bruto a refinaria de Luanda obtém combustível, aliás, tendo em conta os objectivos do programa de reforma da indústria de refinamento, vai reduzir a produção de nafta para aumentar a de gasolina.

“Se a indústria petroquímica estivesse já desenvolvida, poderíamos aproveitar até os últimos sedimentos (considerado lixo) do petróleo bruto para fabrico de alcatrão. Daí a razão de se incorporar as unidades petroquímicas nas novas refinarias a serem construídas”, declarou José Gaspar, que reconhece o potencial técnico da ENI.

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