FONTEJornal de Angola
Militares confiantes num bom resultado em Tunis @DR

Ambição, foco e fé, o trinómio escolhido como receita para o sucesso, volta a guiar o 1º de Agosto, frente ao Esperance de Túnis, hoje às 17h00, no Estádio Nacional 11 de Novembro, na abertura da meia-final da 22ª edição da Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol.

 

Numa fase bastante adiantada da época, quando nada fazia prever que seria tão prolongada no tempo, a força mental é uma vez mais convocada como principal argumento dos militares do Rio Seco, que no papel de David, ambicionam derrubar mais um Golias, depois de terem superado o respeitado e temido TP Mazembe do Congo Democrático.


Firme diante da tentação dos sapatinhos altos oferecidos pelo sucesso, a equipa técnica dos tri-campeões do Girabola, comandada pelo sérvio Zoran Maki, muito contestado nos dois primeiros terços do calendário competitivo, por falta de resultados e pelas exibições desgarradas, mantém os princípios de jogo.


Controlar e anular o adversário a partir da solidez defensiva. Respeitar o histórico do opositor, sem ser subserviente, continua a ser o discurso dominante no balneário rubro e negro, que ganha um acréscimo motivacional, pelo facto de o desafio promover o reencontro com um colosso com contas por ajustar de outras refregas na África do futebol.

Uma autêntica espinha atravessada na garganta das equipas angolanas, dada a sucessão de fracassos nos duelos com a experiente formação tunisina, distinguida pelo apurado rigor táctico, um traço caracterizador dos países do Norte do continente, por influência da Europa, em oposição ao futebol mais apoiado na habilidade individual praticado a Sul do Sahara.

A última disputa entre as equipas foi há cinco anos, para a segunda eliminatória da Liga dos Campeões. Os magrebinos avançaram com um duplo (1-0), sendo que no jogo de Luanda tiveram como maior adversário o calor, no Estádio Municipal dos Coqueiros.

Ainda assim, a memória mais fresca dos angolanos é da segunda “mão” da final da Taça dos Vencedores das Taças, actual Nelson Mandela, de 6 de Dezembro de 1998, na Cidadela.

O empate (1-1), com penalti falhado, numa altura em que o 1º de Agosto vencia por 1-0 e precisava apenas de um golo para superar a derrota (1-3) do jogo de Túnis, fez escapar, pelo segundo ano consecutivo, o título africano para Angola, já que um ano antes o Petro de Luanda sucumbiu diante do mesmo adversário.

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