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Alves da Rocha, economista @DR

O economista, Alves da Rocha defende que as questões económicas e financeiras não mudou de paradigma com o Presidente João Lourenço e “continuamos com o mesmo paradigma. O processo de escolha das políticas económicas, a definição dos planos económicos, entre outros, continuam muito centralizados.

Em entrevista ao Jornal de Angola considera que há um processo de escolha das políticas económicas de cima para baixo e não um processo, “diria, não muito de baixo para cima, mas em que houvesse um encontro a meio”.

O investigador do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (CEIC) realça que há indícios e sinais de que esse paradigma vai sofrer alterações, apelando ser necessário que ocorra, porque a concertação a discussão é sempre benéfica.

“De qualquer maneira, já é positivo o facto do Governo ter apresentado, em vários locais e circunstâncias, o Plano de Desenvolvimento Nacional. Não fiz parte destas apresentações, nem tenho informações que essas apresentações tenham sido feitas também a partir das universidades, que são os centros de criação e divulgação do conhecimento”, afirmou.

Alves da Rocha diz ainda que em todo o caso,  prevalece o excesso de centralismo “e veremos agora com o processo da autarcização dos municípios do país se a mentalidade vai ser diferente”.

Dívida da China

Neste particular, avançou que a China tem disponibilidade de financiar o desenvolvimento africano, tem interesse em financiar determinados países africanos, “não tenho que estar necessariamente contra o endividamento face à China. O que tenho de estar preocupado, no meu país, é com o excesso de endividamento do Estado, seja perante a China, França, Reino Unido ou Alemanha”.

Para o também docente universitário o excesso da dívida é que o preocupa.

Explicou que o gigante asiático até se tem revelado um parceiro relativamente acessível, o que tem ajudado alguns países africanos a melhorar a sua rede de infra-estruturas.

“Nós, aqui, tivemos uma falha tremenda nessa matéria e hoje estamos a contrair empréstimos junto da China, para reconstruir rodovias que já deviam estar a dar o retorno económico e lucro social”, finalizou o economista.  

 

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