FONTENovo Jornal
Manuel Viaje, Secretário Geral da UNTA-CS @DR

Nos últimos quatro anos, mais de 100 mil pessoas perderam o emprego no país, de acordo com o secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Angolanos-Confederação Sindical (UNTA-CS).

Manuel Viagem, que falava num seminário que Luanda acolheu nesta quinta-feira,4, em alusão ao “dia mundial pelo trabalho digno”, que se comemora no domingo, 7 de Outubro, considerou elevada a perda real dos postos de trabalho.

“Desde 2014 contabilizamos mais de 100 mil desempregos reais perdidos, embora as autoridades preferem falar em percentagem e avança taxas de desemprego a rondar entre os 20 e 24 por cento, que também é bastante elevada”, disse.

A construção civil é o sector da economia que mais emprego perdeu devido a paralisação de inúmeras obras e encerramento de empresas afectadas pela situação económica do país.

“Muitas obras pararam nestes anos e como consequências muitas empresas também fecharam, até até mesmo por falta de pagamento por parte do estado. Isto faz com que o sector da construção civil esteja na liderança do desemprego”, explicou.

Para o sindicalista “o desejável seria não falarmos da taxa de desemprego, mas sim do pleno emprego onde todos os angolanos, de idade activa, se referiam de forma a terem um salário que satisfizesse as suas necessidades”, indo ao encontro de interesse da criação de emprego digno, segundo orientação da Organização Mundial do Trabalho.

Nesta senda Manuel Viage acha que o alcance do trabalho decente a nível nacional ainda está longe do pretendido.

“O trabalho decente pressupõe emprego produtivo e adequadamente remunerado e basta olhar para nossa economia, que não está a crescer, para concluirmos que não temos emprego produtivo nem remunerado satisfatoriamente”, avançou.

Questão principal é a estabilidade no emprego, defende o secretário-geral- da UNTA-CS, por isso “devemos criar na sociedade angolana um ambiente que faça com quem trabalha se sinta seguro, com esperança e possibilidade de ter uma vida feliz. E hoje parece-nos que este elemento ainda não se assiste nos assalariados angolanos. Porque os assalariados dormem e acordam com a possibilidade de perderem o emprego e isso não é bom”, concluiu Manuel Viagem.

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