FONTENovo Jornal
Alguns crimes que chocaram Luanda continuam sem resolução @DR

O novo jornal fez uma repescagem de vários crimes cometidos nos últimos anos, que até hoje, o Serviço de Investigação Criminal de Luanda (SIC) ainda não esclareceu. Alguns casos continuam em aberto, outros correm mesmo o risco de ficar no esquecimento.

Umas mortes são recentes, outras não, mas todas elas tiveram repercussão nos órgãos de comunicação social. A verdade é que até hoje o Serviço de Investigação Criminal de Luanda desconhece os autores de crimes bárbaros que chocaram Luanda, os criminosos seguem em liberdade. “Justiça” é o que pedem os familiares de vítimas e sociedade em geral.

A morte de Mfulumpinga Landu Victor, antigo deputado e presidente do PDP-ANA, continua a ser um dos crimes por esclarecer.

Assassinado em 2004, os serviços de Investigação Criminal até ao momento desconhecem os autores do hediondo homicídio.

Na época com 54 anos, o presidente do PDP-ANA, Mfulumpinga Landu Victor, foi mortalmente atingido por disparos de um fuzil do tipo AK-47 (Kalashnikov), efectuados por desconhecidos.

O crime ocorreu na noite do dia 2 de Julho de 2004, horas depois de ter partido de uma reunião do Concelho da Republica, órgão que integra.

O ex-presidente do PDP-ANA, era conhecido como uma das vozes mais críticas da oposição angolana, que foi “calada “mesmo á parte da sede do seu partido, num crime até agora por esclarecer.

O ex-deputado à Assembleia Nacional foi interpelado por três indivíduos, um dos quais armados, quando se dirigia para a sua viatura a saída da sede do seu partido, no bairro do Cassenda, no distrito urbano da Maianga. O político ainda foi socorrido numa das clínicas de Luanda, onde acabou por falecer.

Na altura, o Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, justificou a móbil do crime como sendo o roubo do seu “todo-o-terreno”, Vulgo Jipe.

As autoridades policiais prometeram trazer a público os assassinos de Mfulumpinga Landu Victor, mas 15 anos são passados e até hoje não há pistas dos autores do crime.

Um outro político morto, em circunstâncias “estranhas” foi o deputado Manolo Simeão, do extinto Partido Liberal Democrático (PLD).

O político foi morto na sua própria residência há mais de uma década, sem, no entanto, se conhecer, os autores da sua morte.

Quatro anos depois, isto é, em 2008, um outro deputado é assassinado. João Ngolongombe, na altura membro da facção UNITA Renovada, foi morto a tiro. As circunstâncias do crime até hoje não foram esclarecidas pelo agora denominado SIC,ex-DNIC.

Em 2013, três agentes da Polícia Nacional são assassinados dentro de uma esquadra móvel em pleno dia de serviço.

Um dia depois da morte dos três agentes da polícia, dois membros da UNITA foram igualmente assassinados em suas residências. António Kamuku, secretário comunal da UNITA no Kikolo, e Felipe Chakussanga, Inspector municipal daquele partido em Cacuaco, foram mortos em suas residências por desconhecidos. Até hoje, porém, as autoridades policiais não se pronunciaram sobre o assunto, e autores dos dois assassinatos continuam desaparecidos.

Os crimes, de acordo com relatos da época, ocorreram de madrugada. Elementos não identificados bateram à porta das vítimas, apresentando-se como agentes da SIC. Tão logo António Zola Kamuku abriu a porta, foi baleado mortalmente em frente dos familiares.

Já Felipe Chakussang, foi levado e morto a escassos metros de sua residência. Na altura, fontes deste jornal revelaram que tinha sido o ex-inspector municipal da UNITA a informar a polícia sobre a morte dos três agentes da PN, ocorrido no dia anterior.

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