FONTEGlobo
Partido Trabalhista vai recorrer à ONU para manter candidatura do [email protected] CNN

O antigo Presidente brasileiro, Lula da Silva, que está preso por corrupção, foi impedido pela justiça de sair temporariamente da cadeia para assistir ao funeral do irmão mais velho, alegando o tribunal que existia o risco de “tumultos”.

A decisão de negar a saída temporária da cadeia, onde está a cumprir a pena, em Curitiba, a Lula da Silva, foi, primeiro anunciada pela Polícia Federal e, já hoje, confirmada por um juiz do tribunal de Curitiba, cidade do sul do Brasil.

Lula, no pedido entregue ao tribunal pelos seus advogados, pretendia deslocar-se a São Bernardo do Campo, em São Paulo, para assistir às cerimónias fúnebres de Genival da Silva, de 79 anos, o irmão vais velho de Lula, que foi vítima de um cancro.

Após ter recebido o pedido dos advogados, o tribunal redireccionou a responsabilidade de autorizar ou não ao superintendente da Polícia Federal no estado do Paraná, Luciano Flores de Lima, que respondeu defendendo que a saída do ex-Presidente da sua cela não era nem “exequível” corresponder positivamente a esse pedido por razões logísticas.

Decisão essa que acabou por ser confirmada pelo tribunal, que acrescentou à justificação o facto de existirem riscos de ocorrência de protestos populares contra ou a favor da permissão de saída, recorrendo a frases como “tumulto e protestos generalizados” ou “confrontação indesejável e polarização de actos e ideias”.

O Partido dos Trabalhadores, a que pertence Lula da Silva, já considerou esta decisão como “cruel”, acrescentando que o mesmo Lula, durante a ditadura militar, quando esteve preso como preso político, viu a justiça permitir a sua saída para assistir às cerimónias fúnebres da sua mãe.

Lula foi detido após condenação, confirmada em todas as instâncias de recurso, a 12 anos de cadeia, por corrupção passiva, no âmbito da operação Lava Jato, tendo sido dado como provado que recebera um apartamento por troca de favores a uma empresa de construção.

Lula e a sua defesa negou de forma efusiva a acusação e acusou o juiz Moro, que mais tarde foi nomeado ministro da Justiça pelo Presidente Bolsonaro, de estar ao serviço de uma estratégia para o afastar de uma candidatura presidencial quando liderava por larga margem todas as sondagens de opinião realizadas até então.

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