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Angola conquistou ontem, ao vencer por 5-3, Moçambique, a primeira edição do Campeonato Africano das Nações sénior masculino de hóquei em patins e garantiu consequentemente presença no grupo de elite do Mundial de Patinagem, a disputar-se de 4 a 14 de Julho deste ano, na cidade de Barcelona, Espanha.

O título inédito, foi ganho em Luanda, no Pavilhão Multiusos do Kilamba, em partida referente para a terceira e derradeira jornada da prova.

Destemidos, logo no arranque, os moçambicanos deixaram sinais de estar em campo com o objectivo claro de discutir o último passe para a elite mundial, e por intermédio do avançado Mário Rodrigues, com um remate forte, Francisco Veludo, guarda-redes angolano respondeu presente.

Aproveitando a perda de bola do adversário, e estando em superioridade numérica após um contra ataque rápido, Anderson Silva “Nery”, uma das principais coqueluches angolanas, trocou os olhos ao guarda-redes Carlos Silva, e com um pormenor técnico digno de realce abriu o marcador, para gáudio do público que compareceu em número considerável, em relação os dois primeiros dias.

Decorridos oito minutos, lançado ao jogo, Humberto Mendes “Big” aproveitou uma falha defensiva e fez balançar as redes da baliza contrária, ampliando o resultado (2-0) para o combinado nacional.

A Selecção de Angola não deixava a similar de Moçambique organizar o seu jogo, sobretudo. 
Pressionados, os moçambicanos conseguiram sacudir a pressão com uma jogada pelo corredor direito, conforme atacava e Bruno Pinto fez a bola embater na trave. A persistência dos visitantes foi coroada com o golo de Filipe Vaz, que não deu oportunidade de defesa a Francisco Veludo.

As duas equipas foram para o intervalo com o resultado (2-1) a favorecer os angolanos. No início da segunda etapa, Moçambique esteve momentaneamente reduzido a três jogadores de campo, mas ainda assim conseguiu chegar ao golo da igualdade, por intermédio de Mário Rodrigues. Um balde de água fria para o público adepto da Selecção Nacional.

O equilíbrio passou a ser a tónica dominante, com oportunidades de golos repartidas, onde os dois guarda-redes passaram a ser os principais protagonistas até a altura em que o veterano Martin Payero desfez a igualdade (3-2) e se redimiu do livre directo que falhou no início da segunda parte.

Antes do apito final, o capitão João Pinto e André Centeno marcaram por Angola, ao passo que Bruno Pinto reduziu de grande penalidade (5-3). O resultado confirma a 19ª presença do combinado angolano num Mundial.

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