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O preço dos serviços colectivos de táxi tendem a subir, nos próximos tempos, com o presumível aumento dos preços dos combustíveis, avisa o presidente da ANATA, Geraldo Wanga.

O preço dos combustíveis não é alterado desde 1 de Janeiro de 2016. Os combustíveis e a manutenção da viatura respondem por grande parte dos custos associados à actividade de táxi colectivo. 

Para evitar constrangimentos entre o governo, os passageiros e os taxistas é preciso uma maior interacção entre as associações profissionais e as instituições públicas para que se implementem estratégias definitivas.

Mesmo sem alteração no preço oficial, alguns taxistas insistem em alterar as rotas, encurtar trajectos e cobrar valores acima do preço fixo (150 kwanzas). Em Luanda, as irregularidades têm ocorrido sobretudo nas rotas Multiperfil-Samba, Mutamba-Congolenses e Viana-Congolenses.

Para a Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA) são factos que se relacionam directamente com o elevado volume de passageiros e com os eternos congestionamentos na província de Luanda. Geraldo Wanga, presidente da associação, encoraja os passageiros a denunciarem os taxistas.

Definir as rotas e as paragens

“Temos que licenciar as viaturas para o serviço de táxi colectivo mas, para que isso aconteça, as novas rotas devem constar no plano de carreiras e rotas da província de Luanda, o que não se verifica até hoje”, frisa Geraldo Wanga, presidente da Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA).

O representante dos taxistas lembrou ainda que até ao momento não existe uma lei, regulamento ou documento oficial que determine as rotas. Enquanto não houver um regulamento específico os taxistas vão continuar a impor as suas próprias regras, o que “não é correcto”.

“Se existisse um documento oficial do Governo Provincial, através da Direcção Provincial de Tráfego e Mobilidade a definir a carreira Congolenses-Vila de Viana a 150 kwanzas os taxistas não conseguiriam encurtar a rota para dois percursos: Congolenses-Estalagem e depois Estalagem-Vila”, esclareceu Geraldo Wanga, acrescentando que “enquanto não houver regras o cidadão dependerá sempre da gritaria do cobrador”.

Para Geraldo Wanga, é importante que o Governo Provincial de Luanda e as restantes instituições possuam um mecanismo que permita, junto das associações profissionais, fazer um balanço sobre as acções previstas, apresentando relatórios dos pontos positivos e negativos da actividade.

Outro aspecto que deve ser resolvido com urgência é a actualização do mapeamento das rotas da província de Luanda devido ao surgimento de novos bairros e centralidades.

Segundo o líder associativo, de 2010 a 2018 surgiram novas urbanizações em toda a extensão da província, o que deu origem a novas vias secundárias e terciárias.

Paragens registam enchentes

Algumas paragens de táxi registaram ontem, em Luanda, um fluxo de pessoas fora do normal, como consequência da circulação de poucos taxistas, constatou o Jornal de Angola, durante uma ronda.

Muitos citadinos que não queriam chegar tarde ao serviço no primeiro dia da semana foram obrigados a percorrer a pé longas distâncias, na ânsia de encontrar pelo caminho um táxi que os pudesse levar até ao local de trabalho.

Houve quem tivesse mesmo regressado a casa, depois de ficar várias horas à espera de um táxi. 

A rota Viana-Congolenses, por exemplo, foi repartida em três términos distintos. A mesma situação verificou-se também na rota Congolenses-Rocha Pinto.

O taxista Lázaro Miguel disse ao Jornal de Angola que, apesar da existência de transportes públicos em Luanda, a responsabilidade de transportar o maior número de citadinos para os seus locais de trabalho está a cargo dos taxistas, que a seu ver não são muitos.

“É necessário aumentar mais autocarros em Luanda”, acentuou Lázaro Miguel.

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