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Angola produziu 1,457 milhões de barris de petróleo por dia em fevereiro, um aumento de 22.000 barris face a janeiro, segundo o mais recente relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Segundo o relatório publicado hoje, e com base em dados de fontes secundárias, trata-se de um aumento face aos 1,435 milhões de barris registados em janeiro, valor agora revisto em alta face aos primeiros dados, que apontavam para uma produção diária de 1,416 milhões de barris.

Angola manteve, assim, a posição de segundo maior produtor africano de crude, atrás da Nigéria.

A Nigéria, líder africana na produção petrolífera, viu a sua produção diária aumentar em 10.000 barris de crude, alcançando os 1,741 milhões de barris por dia em fevereiro, depois de uma revisão em baixa dos valores de janeiro, que passaram de 1,792 milhões de barris por dia para 1,731 milhões de barris por dia.
Durante praticamente todo o ano de 2016 e até maio de 2017, Angola liderou a produção de petróleo em África, posição que perdeu desde então para a Nigéria.
A produção na Nigéria foi condicionada entre 2015 e 2016 por ataques terroristas, grupos armados e instabilidade política interna.

O acordo entre os países produtores de petróleo para reduzir a produção e fazer aumentar o preço do barril obrigou Angola a cortar 78.000 barris de crude por dia com efeitos desde 01 de janeiro de 2017, para um limite de 1,673 milhões de barris diários.

O último relatório da OPEP refere também que, em termos de “comunicações diretas” à organização, Angola terá produzido 1,423 milhões de barris de petróleo por dia em fevereiro.

Os números apresentados pela OPEP com base em dados de fontes secundárias contrariam, desta forma, as “comunicações diretas”, no mesmo mês, que apontam para uma diminuição de 47.000 barris diários na produção angolana, face a janeiro.

Entretanto, a OPEP acertou, em dezembro, em conjunto com outros produtores que não integram a organização, o corte na produção de petróleo.

Os membros da OPEP acordaram cortar a produção em 800.000 barris de petróleo por dia e a Rússia comprometeu-se a uma diminuição idêntica de 200.000 barris por dia, assim como outros países que não a integram.

A medida pretende forçar o equilíbrio entre a oferta e a procura no mercado petrolífero, tentando travar a descida de preços registada nos últimos meses.

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