FONTENovo Jornal
Escola Angola e Cuba © Angop

A escola do ensino secundário número 7.042, também conhecida por “Angola e Cuba”, no município do Cazenga, em Luanda, está paralisada desde 2009 por alegados riscos de desabamento. Desde 2018, já consumiu cerca de 44 milhões de kwanzas ao Estado em obras de reabilitação que nem sequer começaram.

A situação foi confirmada pelo governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova, que efectuou uma visita de trabalho ao local e pediu responsabilidades.

“Não se justifica o dinheiro que o Estado disponibilizou para a reabilitação da escola, uma vez que não se fez absolutamente nada, prejudicando-se a população”, disse o governador, visivelmente insatisfeito.

Sérgio Luther Rescova orientou o administrador municipal do Cazenga, Albino da Conceição, para que forneça ao seu gabinete todos os documentos necessários para que sejam apuradas as responsabilidades daquilo que presenciou.

“O nosso objectivo não é perseguir as pessoas, mas queremos ver isto a funcionar e a responsabilidade está nas nossas mãos”, salientou o número um da capital, que quer ver a obra a iniciar-se no mês de Maio, para que em Janeiro de 2020 possa receber alunos.

Já o administrador municipal do Cazenga, Albino da Conceição, disse aos jornalistas que a escola “Angola e Cuba” não corre o risco de desabamento e que a mesma será reabilitada.

Albino da Conceição reconheceu que, de facto, não começaram as obras e que tal não se justifica pois as verbas foram disponibilizadas ao empreiteiro.

“Não se justificam os valores pagos, o que está aqui feito não corresponde aos mais de 40 milhões de kwanzas”, disse.

Albino da Conceição afirmou que vai trabalhar com o gabinete de estudos do Governo Provincial de Luanda e da Administração Municipal para que no período de 15 dias se encontre uma forma de saída para o arranque da obra.

Na perspectiva da empresa responsável pela empreitada, a “Gedave”, a obra estava avaliada em mais de 142 milhões de kwanzas, para a sua reabilitação total. Deste valor, o Estado, através da Administração Municipal do Cazenga, já pagou 44 milhões de kz ao empreiteiro, tendo-se apenas feito a vedação da escola com chapas, muitas delas já roubadas.

A escola “Angola e Cuba” no Cazenga, se encontra fechada há 10 anos, por suposto abalo sísmico que afectou as suas estruturas, em 2009, obrigou as autoridades a encerrar a instituição, que acolhia mais de seis mil alunos e 200 funcionários.

A escola conta com 25 salas de aulas e é uma das mais antigas do município do Cazenga. Foi erguida por técnicos cubanos, no quadro da cooperação entre Angola e Cuba, na década de 1970.

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