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Depois de confirmado, ao final do dia de ontem, quarta-feira, que uma cidadã angolana que tinha estado no Brasil foi diagnosticada com o vírus da Gripe A, as autoridades sanitárias nacionais actualizaram a informação informando que a mulher acabou por falecer num hospital de Luanda.

Como é habitual devido à especial agressividade do vírus da Gripe A, que se distingue, entre outros factores, na gripe normal pela sua evolução rápida e de maior potencial de dispersão entre a população, o Ministério da Saúde activou os sistemas normais de resposta para evitar a formação de um surto epidémico, ao mesmo tempo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) era igualmente alertada.

A chegada de um vírus com as características dos que provocam a Gripe A – variantes H1N1 e H3N2 – a uma cidade com as características da capital angolana, com áreas de forte densidade populacional e evidente escassez de saneamento ou oferta de cuidados médicos, constitui um risco acrescido para esta doença que, se não for alvo dos cuidados recomendados, pode ser letal.

As duas variantes da Gripe A são de extrema facilidade de contágio, sendo os meios de dispersão semelhantes às gripes “normais”, passando pelo contacto, ou por via aérea – espirros – com indivíduos infectados ou passagem por locais onde estiveram pessoas com o vírus na sua fase de contágio.

Face a esta situação, como avançou o Ministério da Saúde em comunicado, os familiares da mulher, que acabou por falecer após lhe ter sido diagnosticada esta doença, estão a ser vigiados, bem como todos aqueles que estiveram em contacto com ela.

Até ao momento, esta mulher, que terá sido contaminada em São Paulo, no Brasil, onde esta estirpe de vírus não é uma novidade, é o único caso confirmado laboratorialmente em Angola.

Normalmente ligada à chegada do Inverno – tempo frio – em locais como a Europa – estação do Cacimbo, em Angola -, a Gripe A surge quase todos os anos e, em situações normais, com os pacientes com sistemas imunitários normais, a Gripe A pode exigir apenas descanso durante alguns dias acompanhado do tratamento normal com antivirais apropriados.

Os sintomas normais, semelhantes aos da gripe comum mas com surgimento repentino, são febre abrupta superior a 38″o, dores nas articulações, garganta, de cabeça, acompanhadas de tosse e espirros, e ainda fadiga e mal-estar generalizado. Vómitos e diarreia são frequentes em fases mais agudas da doença.

Durante a fase de tratamento, segundo recomendações das organizações internacionais, é conveniente descansar, manter o corpo hidratado – o chá de gengibre é especialmente aconselhado -, e, principalmente, ficar afastado de locais com muitas pessoas.

É especialmente recomendado que o tratamento com antivirais seja iniciado logo após o surgimento dos primeiros sintomas, acompanhando a evolução da doença com analgésicos para diminuir o desconforto.

Pandemia de 2009

A Gripe A, inicialmente denominado por gripe suína, foi responsável por uma violenta pandemia em 2009, tendo esta começado no México, espalhando-se rapidamente por quase todo o mundo, gerando situações de pânico em alguns países, especialmente devido ao desconhecimento que então existia sobre esta doença.

A facilidade de dispersão e dificuldade inicial no seu controlo resultou de se tratar de uma nova estirpe de vírus, com componentes genéticos das gripes suínas europeia e asiática, aviárias e humanas.

Este vírus foi declarado pela OMS, em Abril desse ano, como um caso de emergência global, o que implica uma obrigação dos países em criar condições de despistagem e rápido isolamento das pessoas infectadas.

Em 2009, a Gripe A chegou a 75 países em todos os continentes.

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